Buenos Fucking Aires em Capítulos – Parte 4
primeiros achados
Finalmente alimentados, explorar. Iniciava-se então a peregrinação que ao final de cada dia daria algo em torno de 6 a 7 horas andando, precedidas por não mais que 5 ou 6 horas de sono. Dormir é perda de tempo. E certamente nosso preparo físico (Fernanda faz natação, eu corro) ajudou a suportar a maratona com galhardia.
Entramos por ruas, avenidas, galerias. Percebemos de cara que estávamos na região cultural da cidade. A Avenida Corrientes é toda tomada por teatros, cinemas e livrarias. Se eu já tivesse ido a Nova Yorque, poderia dizer com propriedade que é como a Broadway. Mas como nunca fui, digo sem propriedade mesmo: é como a Broadway. Uma avenida cheia de luzes, fachadas iluminadas, cartazes e propaganda luminosas. Foi onde fizemos nosso maior achado, já no primeiro dia, o Paseo La Plaza.
Embora seja conhecido e deva fazer parte do roteiro turístico da cidade, não tínhamos ouvido falar desse lugar. É uma galeria que reúne vários teatros, com bares, cafés, restaurantes, livrarias, lojas de filmes, antiguidades e música. Quase labiríntica, pode-se caminhar pelas alamedas estreitas, subir por escadas, sair na rua de trás. Como deve acontecer em qualquer viagem, não é um lugar que se possa descrever, ou mesmo fotografar, pois nada seria capaz de dar dimensão da atmosfera do lugar.
Foi para nós uma surpresa, pois chegamos ali totalmente por acaso. Sentamos em um café e provamos o capucchino de lá. Horrível. O café puro não era tão ruim. Mas o que nos seduziu foi a media luna (meia lua) um tipo de pão doce que eles comem lá como nós aqui comemos pão com manteiga. De todas que comemos por lá (e foram muitas) aquela do café do Paseo La Plaza foi a mais saborosa de todas.
0 comentários:
Postar um comentário